Fotógrafa Denise Wichmann conta sobre o projeto Looking For Models

Fotógrafa Denise Wichmann conta sobre o projeto Looking For Models

A fotógrafa e publicitária Denise Kramer Wichmann é a responsável pelos cliques dos participantes do “Looking For Models”, concurso que faz parte do projeto O Fashionista e que vai colocar no mercado da Moda novos modelos gaúchos.  O projeto é realizado pela Revista Expansão e agência Joy Models e também integra um suplemento voltado para o mundo fashion, que será veiculado em dezembro, estampando na capa o casal de modelos vencedor da disputa.

Denise conta ao portal RSbloggers como está sendo participar do projeto e ainda dá algumas dicas para quem quer seguir esta carreira:
O Fashionista - LOOKING FOR MODELS_okComo está sendo o clima das sessões fotográficas?

Todos nós um dia, iniciamos em algum trabalho e passamos por etapas.  No mundo da publicidade, moda, geralmente acontece a mesma coisa.  Não estamos preparados, e, é ao longo de uma caminhada, tentativas, erros e acertos, que passamos a desenvolver nossa experiência.  Trabalhar nosso corpo, olhar, detalhes que a princípio parecem não ser importantes, mas associados, identificamos logo o futuro de uma carreira profissional e possíveis grandes resultados. Cada modelo com o tempo desenvolve sua forma pessoal de trabalhar, e rapidamente se percebe isso numa sessão, numa rápida comunicação. Às vezes, a modelo movimenta um braço e surge uma composição forte e definida.  Simplesmente nasce uma modelo na tua frente! Seria impossível enumerar minha satisfação quando isto acontece! O clima das sessões foi tranquilo, muito envolvimento de profissionais comprometidos com o projeto. Para um projeto como este, é fundamental que a equipe saiba levar um iniciante por completo. É esta junção que harmoniza todo conjunto.

Os modelos new faces chegam ansiosos?

Muito, na realidade penso que num processo de seleção sempre trabalhamos a possível “rejeição”, X “”sonho”, e isto é complicado para grande maioria do ser humano, o que é natural, pois sentem-se confusos, sem controle de expressão ainda, não se conhecem, ou melhor, não conhecem o seu potencial. Me cabe, “olhar ou contemplar”. Tento fazer com que tudo seja natural, e a minha combinação com o modelo deve sempre dar a ele, um significado para que o momento de ser fotografado, pareça muito fácil, e que ele não se leve tão a sério. Gosto da simplicidade, de algo que eu possa estar descobrindo, ou melhor descobrindo junto com ele…, e, acredito na beleza de cada um, por mais simples e básico ou despretensioso que seja a razão de estarmos ali, implica que estamos juntos buscando algo novo. É aí que mora o gosto do “instantâneo”.

Quais as dicas que tu darias a eles para que as fotos fiquem boas?

Que tentem ficar o mais natural possível, que não busquem fazer muitas poses, e, nesse passo a passo eu vou buscando soluções de composição que me agradam e ajustando ao que se pretende com o iniciante. Tem momentos que bate literalmente o cansaço pela falta de compreensão, mas daí, logo me coloco no lugar…, esqueço, conto 1, 2 3 “bem baixinho” e retomo a sessão com uma outra lógica ou estímulo. Não posso nunca tirar o sonho de alguém, mas posso ser eficaz, não na tentativa de incentivar…, e nem de ampliar um sonho, mas de trabalhar com o momento da forma mais perfeita possível com a minha verdade, ainda que alguém possa chegar, fora do contexto do projeto, estamos sempre servindo. Eu trabalho muito com a emoção e a sensibilidade de quem está comigo.

Enquanto o modelo se preocupar em trazer aquilo que ainda não sabe dar, dificilmente se consegue bons resultados. São nas fotos de movimento naturais “não-cerebrais”, que temos bons momentos. Daí seguro num “grito de congela”.  Às vezes o planejamento é cuidadoso na composição, posicionamento de braços, pernas, queixo, mãos…, eu procuro soluções para os problemas de beleza de cada um, de equilíbrio até sentir harmonia. Nem sempre chegamos no resultado desejado.

Como trabalho com arte, design também, acredito que levo tudo para a fotografia. A composição visual, as linhas, movimento, direção, forma e as escolhas que vou fazendo, são o resultado de cada fotógrafo, assim como também, formamos um modelo com o tempo de trabalho.

A beleza é o principal? Ou a atitude conta também?

A prática do fotógrafo de observar é natural. Não podemos forçar ninguém a ser belo, ou ter boa postura, atitude, assim como não podemos forçar alguém a ser modelo, a ser médico, bombeiro e isso vale para tudo.

Estão respondo que a beleza na minha opinião, tem um pouco a ver com as duas coisas.  A beleza está na forma como nos portamos e nos expressamos.  As duas tem a mesma força, e esta força é que torna visível, ou vai nos dando pistas de que o caminho será promissor para este ou aquele modelo. Beleza é caráter, atitude, compromisso, humildade, equilíbrio e uma boa dose de harmonia na composição de um “Ser”. Somente quando estes fatores formam uma imagem, é que todos os seus efeitos individuais ficam em completa sintonia, formamos UM MODELO! Não existe Beleza fragmentada.

Entrevista e texto: Vanessa Vargas
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