O impacto das novas tecnologias na comunicação – por Thata Saeter

O impacto das novas tecnologias na comunicação – por Thata Saeter

Em meio ao excesso de informação da internet, a credibilidade é fator central

Alternativas para se manter atualizado nos dias de hoje não faltam. Afinal, estão acessíveis através da internet, dezenas de portais, veículos de comunicação, blogs e personalidades se posicionando sobre os mais diversos assuntos do momento. No entanto, a fartura de conteúdo, por um lado positiva por proporcionar maior pluralidade e diversidade de pontos de vista, também tem seu lado negativo.

Em meio ao excesso de informações, identificar notícias verdadeiras se tornou um grande desafio. Ideias são disseminadas e boatos ganham status de fatos confirmados. Não é à toa, pois as chamadas Fake News, as falsas notícias, geralmente apelam para o emocional e utilizam dos mais ousados artifícios para confundir.

…é justamente em meio a este cenário de incertezas que as tradicionais mídias de jornalismo têm novamente a oportunidade de se posicionar como fontes seguras de informação e restabelecer a confiança com o público.

O objetivo, na grande maioria das vezes, é justamente criar ruídos. Muitas vezes por ingenuidade, as pessoas compartilham as notícias sem saber que aquilo se trata de uma falsa notícia, na ânsia de fazer parte dos “diálogos” em rede e emitir uma opinião. No entanto, é justamente da ingenuidade, que se beneficiam empresas que se dedicam a criar e espalhar conteúdos falsos, pois apesar de falsas, estas notícias têm impacto real. Afetam o curso da política, minam até mesmo a credibilidade de marcas e pessoas.

Apesar disso tudo, é justamente em meio a este cenário de incertezas que as tradicionais mídias de jornalismo têm novamente a oportunidade de se posicionar como fontes seguras de informação e restabelecer a confiança com o público. Mais do que respostas rápidas a eventos, que se baseava em informar e responder “O que? Quando?”, que hoje em dia acompanhamos em tempo real, é preciso talvez investir em responder o “Como” e o “Porquê” de determinados eventos acontecerem.

Afinal, não há como fugir do fato que as pessoas esperam dos formadores de opinião e jornalistas um posicionamento, uma opinião, e isso não exclui o compromisso com a informação e a ética jornalística. Os veículos de mídia tradicional tem pela frente grandes desafios, que podem se transformados em oportunidades se assim forem encarados.

Por outro lado, não podemos ignorar que para o cidadão, junto com a liberdade de expressão e o acesso as mídias sociais, também nasceram novas responsabilidades, afinal, passa a ter também a responsabilidade por aquilo que compartilha e dissemina em suas redes.

O que levar em consideração

Atuando na área de Assessoria de Imprensa e Relações Públicas há cerca de oito anos, posso dizer que muita coisa mudou nas minhas atividades profissionais. Além de buscar atualização constante no meu trabalho, auxiliando clientes a se relacionarem de forma mais assertiva com as mais diversas mídias foi preciso entender o momento da imprensa, para onde ela caminha e principalmente, como trabalhar em prol da convergência das mídias.

Costumo dizer que antes o objetivo do Assessor de Imprensa era levar a história de seus clientes até os canais de mídia, para então o conteúdo ser compartilhado com os consumidores, indústria, concorrentes, etc. Com a disrupção da mídia, passamos a ter a oportunidade entregar o conteúdo diretamente ao publico final, e também comunicar em diferentes canais, seja através das mídias sociais, por influenciadores ou portais independentes.

Apesar de tantas transformações, diria que nenhuma nova ferramenta ou canal excluiu a importância da mídia tradicional (jornais, revistas e portais do jornalismo). Afinal, não é toda marca ou negócio que resiste ao tempo e diria que estes que sobreviveram são mais do que mídias, são marcas.

Na Assessoria de Imprensa foi preciso sair do formato padrão “release – redação”, e partir para novas abordagens e estratégias. Em meio a tantos canais, conteúdos e informação, conseguir atrair a atenção, tornar um profissional ou marca notável é o grande desafio.

O que descobri ao longo desta jornada é que decidir entre meios tradicionais e novos, trata-se de encontrar equilíbrio. Para algumas empresas, a mídia tradicional pode não ser a escolha certa e a nova mídia é. Para outros negócios, pode ser o contrário.

Por essa razão, costumo encorajar cada negócio com o qual trabalho para ver os dois lados do espectro e saber que existe sempre uma maneira de alcançar o consumidor final. O ideal ao planejar uma estratégia de mídia ou posicionamento de uma marca é não excluir de antemão potenciais mídias, é importante analisar as opções, muitas vezes testar o que for possível. As mídias tradicionais e as novas devem convergir para gerar o máximo potencial de notabilidade aos negócios.

Thata Saeter _palestrante

Thata Saeter é Jornalista, Empreendedora e Fundadora da Jornalistica Media Relations. MBA em Marketing e Comunicação pela ESPM. Estudou em instituições internacionais e teve oportunidade de conhecer sobre o mercado da comunicação norte americano e aprofundar seu conhecimento nas áreas de Estratégias de Marketing Digital na New York University (NYU) e também em Consultoria de Imagem, na Fashion Institute of Technology (FIT) em New York.  Twitter/ Instagram: @jornalistathata. Snapchat: thasaeter

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